Do pé ao joelho
Até o o fio de cabelo
Pôs-se a me transformar
Senti o lodo percorrendo as veias
E a noite fez-se feia
Sob o meu olhar
Pouco do tempo que me resta agora
Resta sozinho e embala
O meu respirar
A pele espessa, a garganta seca
A vista farta, o peito, descompasso
A tamborilar
Pouco me servem as visões alheias
Da vida serena
De um belo povo
Tudo em seu lugar
Quero que a terra me engula inteiro
Agulha no palheiro
Um tiro certeiro
A me desterrar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário