O salitre volátil entre veias
Perfuma, o corpo, a história
Invade poros, porões, pormenores
Dispara a mente em certeza
O peito explode em vontade
E esse vai e vem encrispante,
Ondas num mar de suspiros.
Hálito quente na noite gelada
Hausto profundo a cada arfada
Os olhos vazios, perolados no espaço
Os astros febris, a pele em farrapos
Tudo num único ponto
Um único ponto em tudo
Nada mais é.
Curva de possibilidades,
Curva do ser em meus dedos
Curvados no ser de minha alma.
Dois já não mais se completam
Pois já não existem no espaço
Só o momento persiste, fraqueja, instável.
E tudo mais foi.
Num contrair de pálpebras
Num toque, leve, denso, profundo
Num olhar tão breve e selante
No giro profano do mundo...
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