Não mais deveis cantar o velho hino
De uma bandeira rota e maculada
Não mais deveis curvar-vos ao destino
Em prece, em prantos, de mãos atadas.
De uma bandeira rota e maculada
Não mais deveis curvar-vos ao destino
Em prece, em prantos, de mãos atadas.
Cortai as grossas vendas sussurrantes
Nos gritos que laceram vossa calma
Clamai por Orwell, Tolstói, Dantès
Adormecidos na omissão de cada alma.
E quando o baladar do novo sino
A sina vos trazeis em vã arfada
Erguei irmãos meus, nos dedos finos
A liberdade, sanguínea, assinalada.
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