Entre as tortuosas curvas da mente,
Nos sibilos hostis de teu canto
Senti em meu peito o encanto
Do sinuoso olhar da serpente.
E na lascívia bífida, estridente
No olhar fendado, vestido de santo
Pungiu-me em seu bote inteiro e tanto
Que minh'alma banhou em peçonha ardente.
Cingiu-me num último aperto escamoso
E em meio ao torpor, no doce luar
Soltou-me veloz entre o choro e o gozo.
Lágrima a lágrima secou-se o pesar
Descamando o corpo de um trapo trevoso,
(Re)Vestindo a carne na pele do amar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário