Há três olhos nos céus de veludo
Há mais cores do que dizem as retinas
Não há nada no vácuo das mentes
Se há línguas são vis, de serpente,
Se há fatos, são flatos, rotundos
Se há braços, são rotos, imundos
Se há fim o caminho é em frente.
Terrível futuro descrente
Temível presente o futuro
Sem tetos, sem pisos, sem muros
Sem vozes, sem planos, sem rumos,
É a saga do relativo,
Do Einstein fadado ao luto.
E tantos puritanos abstêmios ,
E tantos bêbados alienados,
E tantos poetas de gesso,
E tantos tantos em marcha
E tantos outros calados....
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