sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Momento

Há um vulto cingindo o mundo,
Há três olhos nos céus de veludo
Há mais cores do que dizem as retinas
Não há nada no vácuo das mentes

Se há línguas são vis, de serpente,
Se há fatos, são flatos, rotundos
Se há braços, são rotos, imundos
Se há fim o caminho é em frente.

Terrível futuro descrente
Temível presente o futuro
Sem tetos, sem pisos, sem muros 
Sem vozes, sem planos, sem rumos,
É a saga do relativo,
Do Einstein fadado ao luto.

E tantos puritanos abstêmios ,
E tantos bêbados alienados,
E tantos poetas de gesso,
E tantos tantos em marcha
E tantos outros calados....


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