para poetizar todo esse mundo
sublimar a cada segundo
aquilo que me resta.
Mas não sei fazer Drummond,
Nem Camões, nem Byron, nem Poe,
Porque nos versos nada se cria,
Nada se destrói,
Tudo se sente.
Perdoem-me os Artistas,
Mas a arte está nos becos, nos hospícios, nos bares, nos malogrados
Na tinta translúcida que borra, que devora a métrica e a rima
Não há ourives das palavras, o Belo, o Perfeito
Há os textos mal grafados, os garranchos no papel,
As cinzas, o álcool, o sêmen, as lágrimas, quiçá o sangue,
mas sempre, sempre
A alma
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