E passou, como num sonho
A carregar-me por entre a suas veias,
Como ferro sórdido,
Fel amargo,
Libido encardido
Fluiu-me por entre as frestas
Por entre os bailes,
Por entre as pernas
E vi tudo e senti de tudo e, por um momento,
Fui tudo,
Mas parei.
Um torniquete,
Um laço tão bem apertado, tão perfeito,
Que agarrou-me pela glote,
Cingiu minha alma,
Deixou-me pendulando em minha própria forca.
Desato o ato que desdenha do fato de ser de mim mesmo tamanho carrasco...
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